Institucional
| Emissões gasosas, líquidas e sólidas |
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A composição gasosa das emanações da incineração de resíduos é relativamente bem conhecida. Assumindo a composição de resíduos determinada e a “normalidade” de suas características físico-químicas, o processo de tratamento de gases proposto pode ser desenvolvido de forma e atingir e superar as normas legais. Para um tipo de resíduo padrão semelhante ao urbano ou hospitalar, a tabela abaixo oferece uma aproximação do que se espera. Tabela: gases esperados na saída do lavador
O processo de queima de materiais gera gases que são obrigatoriamente relacionados à composição dos resíduos. Na combustão a fração orgânica, composta por moléculas que contenham carbono, é queimada e transformada em mais de 99,99% em dióxido de carbono (CO2). O restante é emitido em forma de material particulado orgânico (CxHy) ou monóxido de carbono (CO). Essa fração orgânica em um aterro, por exemplo, emitiria o carbono em cerca de 45% sob forma de dióxido de carbono e 55% sob forma de metano (CH4), o qual possui potencial de efeito estufa muito maior. Os metais pesados no incinerador tendem a se depositar no cinzeiro. Os metais que não se depositam nessa parte são depositados no sistema de lavagem de gases, principalmente o mercúrio, que é mais volátil. No caso de resíduos com uma quantidade maior de mercúrio pode ser necessário utilizar um sistema de tratamento de gases diferente, com o carvão ativo, por exemplo. No aterro o mercúrio é emitido para a atmosfera, enquanto os outros metais pesados tendem a se direcionar ao chorume. As dioxinas e os furanos são destruídos pelas altas temperaturas a um tempo de residência de mais de 1 segundo no incinerador, onde a geometria interna e o perfil térmico tem um papel importante. No aterro essas dioxinas e furanos não seriam destruídos, ficando no ambiente. Após a combustão, há o risco de reformar esses compostos, o que pode ser evitado através do resfriamento rápido, passando pelas temperaturas de formação de dioxinas a uma velocidade superior à necessária para que haja formação das mesmas. O enxofre, ao se combinar com o oxigênio, dobra de valor tendo como gás de combustão dióxido de enxofre (SO2) que, no tratamento dos gases, irá reagir com a água, formando ácido sulfúrico, que será abatido com cal virgem ou soda cáustica, gerando sais de enxofre que ficarão suspensos na água até serem absorvidos no sistema de filtragem. O Cloro seguirá o mesmo caminho no lavador úmido alcalino, após ter passado pela caldeira de resfriamento rápido, que irá prevenir a reformação de dioxinas. O enxofre será utilizado também para evitar a de novo synthesis da dioxina. Tabela: Medições feitas em equipamentos da Luftech (n. a. = não analisado)
Emissão de CinzasO Reator de Gaseificação Luftech (RGL), devido ao seu sistema de gaseificação, balanço termodinâmico e estequiométrico e tempos de residência, produz uma combustão muito completa com eficiência de 99,999%, restando de 2 a 5% de cinzas em relação ao volume original de resíduo. A variação se dá devido à variação na composição de material mineral no resíduo. Adicionalmente há uma injeção contínua de ar no cinzeiro, mantendo as cinzas em brasa, promovendo uma requeima para eliminação de compostos orgânicos. No sistema de tratamento dos gases (Multiciclone) a geração de cinzas é de cerca de 1% da quantidade gerada no Reator, composto de material particulado fino. Emissões LíquidasAs etapas úmidas do sistema de lavagem utilizam água em circuito fechado. Esta etapa se destina à neutralização de ácidos por meio de produtos químicos básicos como soda ou cal. Quando a água satura, o lodo é descartado para ser seco ou tratado. Para esses processos a Luftech utiliza diferentes tecnologias, de acordo com a situação.
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