Institucional
Login
| A conquista da Antártida |
|
|
|
O clima é severo, as condições difíceis, e a natureza é magnífica! Em meio ao gelo da Antártida, na ilha do Rei George, a Marinha Brasileira mantêm a Estação Antártica Comandante Ferraz, um exemplo de competência e tecnologia brasileiras a serviço da ciência e da preservação do meio ambiente. Nessa estação as pessoas vivem em um espaço pequeno onde todos precisam ajudar, e cada um faz um pouco de tudo: desde cozinhar até cuidar do lixo. a
E os resíduos aqui são um grande problema - na Antártida não passa caminhão do lixo. Tudo precisa ser levado de volta ao Brasil para ser reciclado ou destinado, nada pode ser enterrado lá, de acordo com o Tratado da Antártida. O lixo se acumula, avoluma, ocupa espaço na estação, e causa custos financeiros e ambientais no transporte ao Brasil. Por isso já há décadas o resíduo não reciclável da Estação era incinerado em um pequeno equipamento. No entanto, esse incinerador já estava chegando ao fim de sua vida útil, e também já há anos não estava mais adequado às normas ambientais modernas, e era um fator de poluição na base brasileira, uma base destinada justamente a medir e pesquisar os efeitos da poluição na Antártida. Por isso, a Marinha Brasileira começou a busca por uma empresa capaz de fabricar um equipamento incinerador especial, de alto desempenho ambiental, e adequado às particularidades da Estação Antártica: espaço reduzido, resíduo úmido e variável, e temperaturas baixíssimas que impossibilitam o uso de água para lavagem dos gases.
Entre as muitas empresas consultadas, a Luftech se prontificou a desenvolver um projeto especial. Utilizando um princípio de gaseificação e combustão combinadas desenvolvido em um Centro de Pesquisas Nucleares na Alemanha começou a adaptar um sistema de tratamento de gases a seco que fizesse do frio, a princípio uma restrição, um benefício, usando-o para dar ao gás o choque térmico necessário para evitar a re-formação de dioxinas, que até então vinham contaminando o entorno da Estação Antártica. As partes e peças eram desenhadas e escolhidas de forma a se adequarem às restrições do local. O equipamento tinha que ser ultra-compacto, o monitoramento contínuo de gases e o sistema de controle automático adequados ao clima, capazes de em cada detalhe suportar temperaturas negativas. Nas várias conversas com integrantes da Marinha surgiram idéias criativas de como realizar cada detalhe da melhor maneira possível.
No pouco tempo disponível – pois o equipamento deveria estar pronto na data em que o navio fôsse passar no porto de Rio Grande – foi possível projetar e construir um sistema especial compacto e eficiente, e receber a equipe da Marinha que iria lidar com o sistema de incineração na base Comandante Ferraz.
Hoje o Sistema Compacto de Incineração feito sob medida para a Estação Comandante Ferraz está operante, melhorando a qualidade ambiental da região, e a facilidade de operação para a equipe da estação, que conta agora com um sistema moderno, semi-automático, com auto-controle e auto-monitoramento com tecnologia de ponta.
A Luftech agradece à Marinha Brasileira e à equipe da Estação Comandante Ferraz pela confiança na delegação desta tarefa!! |










